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While my eyes go looking for flying saucers in the sky

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Archive for August, 2007

Peças de novas grifes em ambiente super moderno na Rough Sleepers

Fica bem no meio do bairro de Camden: é a Rough Sleepers, uma loja com certeza de conceito do século XXI. A Rough Sleepers tem roupas femininas, masculinas, acessórios e arte escolhidas pessoalmente por Katsu, que dirige a loja. Lá se pode encontrar peças da grife super hype japonesa Milk Boy, jeans da Zest e peças de novos designers ingleses da conceituada escola de moda Central Saint Martins, que formaram a grife Not Morris, entre muitos outras grifes inglesas e de outros países. Se encontra de tudo um pouco em preços que variam de 15 a 670 libras. A loja foi desenhada por Sonoko Obuchi segundo preceitos do feng-shui. Nos fundos há um estúdio ocupado no momento pela estilista Kim Jones.

Mas o que coloca a Rough Sleepers definitivamente no século XXI não é a variedade de peças super modernas e bem escolhidas, nem o design do prédio. O que define o conceito hiper atual da Rough Sleepers é que a loja é de caridade, ou seja, os lucros são revertidos para a organização Novas que ajuda pessoas sem teto e excluídas socialmente.

Rough Sleepers
43 Chalk Farm Road, Camden, London NW1 8AJ.
Tel: 020 7485 4848

Fotos de Paul Weller mostram o mais puro estilo londrino


Poucos personificam tão bem o estilo londrino como Paul Weller, ex-vocalista do grupo mod The Jam e dos new romantics do Style Council. Fica em cartaz até 22 de setembro em Birmingham a exposição Paul Weller: The Solo Years, com fotografias do roqueiro e escritor Paul Weller clicadas por seu fotógrafo de preferência, Lawrence Watson. Vale a viagem. A série de 47 retratos de Paul foram realizadas em vinte anos de relacionamento de amizade entre os dois, que começou quando Lawrence tirou suas primeiras fotografias do Style Council, em 88, na turnê de Confessions of a Pop Group. Paul Weller gostou tanto das fotos que o fotógrafo foi contratado para a capa do disco. A mostra cobre a carreira solo de Paul Weller com fotos de shows em Amsterdam, N.York e Londres, com cliques que nunca foram mostrados. Um dos retratos, chamado The Collector, mostra Paul Weller em sua casa ao lado de sua enorme coleção de vinyl. Para complementar a exposição o público escuta uma trilha com músicas de Paul Weller e pode assistir a DVDs.

A galeria Snap é especializada em fotografias de rock”n roll, produzidas em edições limitadas e por grandes fotógrafos do meio. Fica no prédio renovado do Fort Dunlop, pertinho de Birmingham, por si só motivo para uma visita. As fotos continuam em exibição depois das exposições e estão à venda.

Snap Galleries
Fort Dunlop, Fort Parkway, Birmingham, B24 9FD, England
Tel: 44-121 748 3408
Terça a sexta das 10h30min às 18h. Sábado das 11h às 17h.
É possível marcar hora para visitar a galeria fora desses horários

Orlando Bloom em cartaz no teatro londrino com Celebration

Depois de duas grandes trilogias cinematográficas no estilo arrasa-quarteirão, O Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe, Orlando Bloom dá um tempinho no cinema e se dedica ao teatro. Está em cartaz a peça Celebration, de David Storey com Orlando no elenco.

Originalmente um ator de teatro, Orlando teve sucesso meteórico no cinema, mas agora volta às origens. Bloom escolheu a profissão de ator quando criança, em sua cidade natal de Canterbury, na Inglaterra. Estudou no London’s National Youth Theatre e ganhou uma bolsa de estudos para treinar na British Drama Academy. Apesar de ter aprendido a atuar no teatro, o primeiro papel de Orlando Bloom foi no cinema como o corajoso Legolas de Senhor dos Anéis. Celebration estreou dia 16 de julho. A peça mostra um encontro familiar num feriado e fala das dificuldades entre parentes.

Duke of York”s Theatre
St Martins Lane, Londres, WC2N 4BG
Segunda a sábado às 19h30min. Matinê às terças e sábados às 14h30min.
Info: 0870 060 6623

Arte punk ganha enciclopédia e exposição em Londres

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Punk: A Directory of Modern Subversive Culture mostra a natureza da mais revoltada das subculturas, o punk. A exposião, que ficou em cartaz em Londres de 12 a 25 de julho de 2007 seguiu para a cidade de Hamburgo, na Alemanha. Na mostra estão trabalhos de cerca de 60 artistas punk de várias nacionalidades. A exposição inclui artes plásticas, música e literatura. O livro de mesmo nome, de James Bradshaw, está à venda no site oficial e traz ilustrações de Ian Nesbitt, obras de Barrie J Davies e do fotógrafo Moenipulation.

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Filme que lançou Madonna vai ter versão no teatro londrino com músicas de… Blondie

E o filme que catapultou Madonna para o sucesso internacional nos anos 80, Procura-se Susan Desesperadamente, vai ser adaptado para o teatro. O musical, que será encenado no West End londrino, foi adaptado do filme, lançado em 1985, e estréia dia 12 de outubro no Novello Theatre.

O papel de Susan, que foi de Madonna, será vivido por Emma Williams, de 24 anos. Kelly Price, que esteve recentemente na montagem londrina de Guys and Dolls, será Roberta Glass, papel vivido no filme por Rosana Arquette.

A trilha será com músicas do grupo Blondie como Heart of Glass, Atomic, One Way or Another, Dreaming e The Tide Is High, além de músicas novas de Debbie Harry, a Blondie em si.

Clique aqui para maiores informações sobre ingressos

Saint Etienne tocou na inauguração do Royal Festival Hall esta sexta

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O grupo britânico Saint Etienne tocou, acompanhado de uma orquestra de 60 pessoas, na re-inauguração do Royal Festival Hall, em Southbank Centre. Eles fizeram a trilha sonora ao vivo do filme This Is Tomorrow, um documentário sobre a evolução do prédio, que foi aberto pela primeira vez em 1951 para o Festival Britain e agora foi completamente reformado. O filme mostra entrevistas com pessoas que têm contribuido com o a preservação do prédio e sua arquitetura, incluindo o designer Robin Day, os arquitetos Trevor Dannatt e Jim Cadbury-Brown e o atual diretor artístico do Southbank Centre, Jude Kelly, entre outros.
South Bank Centre
Royal Festival Hall – Belvedere Road, SE1
Tel: 4420-7960-4242

Grife de moda ética People Tree abre segunda loja em Londres

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O vídeo acima tem animação de Chris Haughton e música de Lee Scratch Perry

People Tree é uma grife voltada para a moda ética e o comércio justo. O que isso quer dizer? Quer dizer que a empresa só usa matéria prima que venha de produtores que não utilizam trabalho escravo ou outros tipos de exploração de mão de obra. Além disso a matéria prima não pode causar danos ao meio-ambiente. A nova loja da People Tree fica no porão de uma nova loja da grande cadeia de supermercados de orgânicos, a Whole Foods Market, na High Street Kensington.

E pra mostrar que a moda ética e consciente é o futuro da indústria, Jane Shepherdson, que foi executiva da Topshop, acaba de entrar no conselho de diretores da grife. A People Tree foi fundada no Japão em 1992 pela britânica Safia Minney. Em 2001 a grife entrou no Reino Unido. Além de produzir roupas de forma ética, a People Tree apóia técnicas de produção éticas e de sustentabilidade.

Festa Satellite 31 promove electronica holandesa em Londres

Esta sexta tem Satellite 31 no clube The Egg. A Satellite 31 é uma festa que tem música e DJs holandeses e acontece em vários lugares da Europa. Ela começou em Berlim em março e acontece pela primeira vez na Inglaterra esta semana. A residência da festa é bimensal no The Egg. Nada de trance estilo Tiësto. A Holanda tem muito mais que isso e foi um dos berços do techno e da EBM no começo dos anos 90. O DJ Bart Skils toca space techno no porão do The Egg, seguido por Joris Voorns e seu techno estilo Detroit. Steve Rachmand finaliza. No andar de cima a lenda Mason, especialista em ítalo-house, e responsável pelo hit The Screetch faz as honras da casa na estréia da Satellite 31 no The Egg, além do live do Polder.

Electronation Presents Satellite
The Egg: 5-13 Vale Royal, off York Way, King”s Cross, N1, 020.7609.8364
Metrô: King”s Cross ou Caledonian Road
Preço: 12 libras (8 antes da meia-noite)
Site oficial: http://www.egglondon.net

Damien Hirst faz as obras de arte mais caras do mundo em Londres

A imagem que você vê ao lado chama-se For the Love of God e faz parte de uma das maiores retrospectivas do trabalho de Damien Hirst até hoje. A mostra esteve em cartaz em junho deste ano em dois espaços distintos: na galeria White Cube, em Hoxton e na galeria White Cube de Mason’s Yard. For the Love of God é realmente o ápice da exposição e está em Mason’s Yard. Ao todo são 8.602 diamantes que pesam, juntos, 1.106,18 quilates, todos encrustados numa caveira humana de platina. É a vitória sobre a decadência, que Hirst mostra no decorrer de toda a exposição. Os temas fundamentais da existência continuam em pauta na obra de Damien Hirst. Em outro momento da exposição ele mostra as Birth Paintings, obras inspiradas na operação cesariana realizada no nascimento de seu filho, Cyrus. Já as obras Biopsy Paintings são baseadas em imagens de biópsias com diferentes formas de câncer. As estátuas com formol, marca registrada de Hirst, também marcam presença na exposição da White Cube. Um tubarão cortado no meio, mas de forma longitudinal, tem suas partes exibidas num tanque de formol. O tubarão foi dissecado de forma que se pode andar por dentro do animal.

Damien Hirst, o artista contemporâneo britânico de mais visibilidade hoje, nasceu em 1965 em Bristol e hoje vive em Londres e Devon. Conhecido como o maior nome do movimento YBA (Young British Artists) ele dominou a cena artística britânica nos anos 90. É dele a infame obra do tubarão embalsamado (The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living) e a morte é tema recorrente em sua obra. Este mês Damien Hirst se tornou um dos artistas vivos cuja obra é das mais caras. Num leilão da Sotheby’s recente sua obra Lullaby Spring foi vendida por 9.6 milhões de libras. Nos anos 90 sua carreira esteve fortemente conectada com a do colecionador Charles Saatchi que ajudou a catapultar Hirst para os bastiões da arte atual. A relação azedou por conta de uma retrospectiva realizada na Saatchi Gallery, recém aberta, em 2003. O ponto de discórdia foi a exibição de um carro Mini Cooper que havia sido decorado por Damien Hirst para caridade e estava sendo mostrado como uma obra de arte séria, no meio da retrospectiva.

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